quarta-feira, 11 de junho de 2008

Uma jornalista perdida na ilha dos literatos - Parte 2

Não vou seguir ordem cronológica, queridos. Os textos desta série vão por temas.
"Da próxima vez eu venho disfarçado"
Reinaldo Santos Neves

Eu já tinha lido "Kitty aos 22: divertimento" no ano passado. E tinha gostado bastante especialmente por não conseguir parar de ler e pela frase que abre o livro: "cada personagem tem o romance que merece". Não vou falar da história deste livro agora.

Me concentrarei na figura do Reinaldo, autor vivo e presente nas mesas que falavam dele próprio. Na primeira, Sueli Gomes da Silva Oliveira - que num momento onírico ao ver a programação pensei ser A Sueli, jornalista e musa de "Sueli", romance de Santos Neves publicado na década de 80 - falou do perfil musical de Kitty.
O grande lance é que a protagonista do livro em questão ouve de tudo um pouco, qualquer tipo de rock (de Deep Purple à Britney Spears) e o autor presente e curioso de si mesmo disse ter sido questionado à respeito disso. Diversas pessoas presentes, entre elas eu-narradora-e-personagem, debateram a possível coerência ou incoerência de uma patricinha com tão variado gosto musical. Uma patricinha que, segundo Santos Neves, teve seu perfil musical garimpado nos blogs da garotada.
Ora, a personagem tinha e tem o romance que merecia e merece. Ela simplesmente pode ouvir o que quiser - e isso fui eu quem disse para todos que ali estavam discordando do perfil musical que já foi escrito com Coldplay e Avril Lavigne convivendo felizes e sem brigas. A Kitty faz jornalismo, a Kitty, como todos que entram numa faculdade de jornalismo, sabe o que é um lead, uma pirâmide invertida e sabe que todo jornalista tem que ser especialista em tudo.

A segunda mesa que falava do Reinaldo, entretanto, tomava-o por um aspecto completamente diferente do tratado em Kitty. A mesa falava de A Longa História, romance épico que todos os presentes concordavam ser maravilhoso e impossível de desgrudar. Três pessoas apresentaram trabalhos à respeito da obra.
Jorge Luiz do Nascimento disse do diálogo existente entre o romance de Santos Neves e alguns temas e parâmetros discutidos pelo escritor argentino Jorge Luis Borges - que não sei quem é, mas linquei a wikipidia pra vocês saberem.
Rogério Soares, por sua vez, falou da metaliguagem presente na obra, enquanto Vanda Luiza de Souza Netto contou das muitas histórias contidas dentro dA Longa História.
A fala da Vanda me instigou particularmente por que em determinado momento ela disse que contou numa primeira lida, cerca de 90 histórias contidas dentro do mesmo livro.
Fiquei fascinada. Não quero saber quem é Jorge Luis Borges por agora, mas preciso ler A Longa História.
Imagine você estar em uma sala em que todas as pessoas da sala falavam extremamente bem do mesmíssimo livro? E é um livro enorme, um tijolo de livro mesmo. Eu quis ler e ainda quero ler e vou comprar assim que tiver algum dinheiro.
Por fim, a frase-título foi dita durante a última mesa, quando todos os presentes começaram a elogiar Reinaldo compulsivamente, inclusive pelo árduo trabalho de pesquisa que ele sempre faz e que o diferencia de muitos outros escritores.

** por problemas na câmera, não há fotos nem vídeo.

4 comentários:

Vinicius Langa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Reflexões de uns dias... disse...

Parabéns pelo seu espaço mais uma vez!

darsh. disse...

eu nem estava sabendo desse seminário!

ai meu deus!

Roberta Duarte disse...

kitty é fodaaaa...reinaldo dos santos neves idem...e seu texto ta perfeitooooo

=P