segunda-feira, 4 de maio de 2009

Henry & June

Alguns livros são espelhos. Nesses, me perco e me descubro aos poucos e sempre dolorosamente. Amanheci e adormeci confessional e nova. Meus pedaços estão todos afetados pela narrativa íntima de um diário.
Tenho lido compulsivamente e repetidamente os diários não expurgados de Anaïs Nin. Henry e June é o livro mais conhecido da autora, trata-se de trechos dos seus diários escritos entre o fim de 1931 e 1932.
Primeiro, me senti invasiva sabendo que leio o diário de uma mulher do século vinte. Depois, me senti Alaíde abrindo o baú de Madame Clessi.
Esse diário foi publicado apenas depois da morte do último personagem vivo, Hugo, marido de Anaïs. Me disseram que esses diários são melhores que os romances dela. Não li. Não sei.
Eu só sei que continuo envolvida por escritos densos diários que me botam à prova.

2 comentários:

darsh. disse...

vc tem? comprou onde? pegou emprestdao? tem na BB?

Helena de Tróia disse...

Acontece que, todas as mulheres que leram ou que já lêem Anais, se identifica totalmente com ela. Vamos dizer, que Anais abre muito a nossa cabeça, os horizontes. Ela escreve o que a maioria das mulheres pensa ou age mas sem vulgarizar qualquer atitude, por mais "perversa" que ela seja.
Bom, chega! hhahaa! Se não, não vai sobrar para o post! E não ficou sem graça, ficou ótimo Aline!
Beijo!