quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A Grande Arte


Foi assim: um flerte completamente ao acaso. Pensei no nome que tinha ouvido alguma vez e pouco depois meus olhos pousaram magicamente no mesmo nome. Vieram mil coisas sobre soncronicidade, coincidências e signos do zodíaco à minha cabeça.

Passou logo. Eu estava num sebo e era natural que eu encontrasse aquele livro ali. Dei uma enrolada, mantive-o na minha bolsa por algumas horas. Não tinha pressa.

Acontece que foi só começar que eu não pude parar. Engoli o livro sem dó em dois dias. Feito paixão de carnaval.

E foi isso mesmo. A Grande Arte, do Rubem Fonseca, foi a minha paixão deste carnaval. Não sei se pelo charme de Mandrake, o personagem principal - um advogado sedutor metido a detetive-, ou pelo enredo bem amarrado e cheio desses inesperados com substância. Posso ter me apaixonado também pela ausência de rodeios que afronta e corta, como as facas que guiam toda a história. Não sei.

Sei que me vi nas falas e no rosto das amantes todas de Mandrake e também nele. Queria descobrir o assassino que fez um P na cara de suas vítimas, duas prostitutas.

Foi então que o flerte me tomou tempo de sono e povoou meus sonhos. Fiquei arrebatada por muito pouco e sem qualquer rodeio. Não era óbvio o fim e nem dizia demais.


Quero mais Rubem Fonseca.

Com porrada.

2 comentários:

darsh. disse...

aconteceu tudo isso comigo assistindo à Prison Break

Deni disse...

gostei gostei

prmieira vez aki
\o/

mto bom..parabens e a dik é valida ..


como passou o carnavólis ?..
aah...
falando em carnaval..
como sempre [sem férias e sem destino]
atualizei o brógui!

www.bagageirodocurioso.spaceblog.com.br

espero-te lá!

abraço e ótimo fds!